quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Há exatos 45 anos... direto do túnel do tempo.

 

Há 45 anos atrás, acontecia no estádio Bastos Padilha algo que mudaria a vida de milhões de brasileiros e que seria o ponto de partida para que muitos vascaínos, tricolores, botafoguenses, atleticanos, gremistas, santistas, colorados, entre outros, chorarem e aumentarem exponencialmente o ódio pelo clube Mais Querido do Brasil.

Tinha tudo para ser apenas mais uma peneira, dessas que ocorrem as dúzias até hoje, em que quase 700 moleques tentam a sorte grande no futebol, mas não naquele dia 28 de Setembro de 1967, naquele dia os deuses do futebol resolveram presentear o Clube de maior torcida do Brasil com o surgimento de seu Deus, o surgimento do Zico.

O pequeno Arthur mesmo sendo muito franzino e baixo para a sua idade, já se destacava e fazia a diferença nas peladas da rua. Seu porte físico fazia com que todos o chamassem de Arthurzico e no dia-a-dia, e pouco a pouco o Zico surgiu, pelo menos no apelido, mas ele ainda era um simples menino do subúrbio carioca, um reles mortal...

O jovem Arthur integrava o time da rua, o Juventus e numa competição um conhecido da família(Ximango) convida o radialista Rubro-Negro Celso Garcia, para ver o Galinho. Súbitamente, ele se encanta com o  moleque e logo percebe que ele era diferenciado dos demais e viu que o garoto só precisava de uma coisa para ganhar superpoderes e então, no dia 28 de setembro de 1967, Celso Garcia leva o Galinho para fazer testes no Clube de Regatas do Flamengo.

Depois de uma longa espera para poder entrar em campo e mostrar seu futebol, o menino entra e basta 10 minutos e 3 toques na bola para que os Deuses do futebol aprovassem a graduação daquele menino que se tornaria um Deus, sim Rubro-Negro o dia 28 de Setembro de 1967 foi o primeiro do resto de nossas vidas, foi o primeiro do resto de uma eterna idolatria na história eterna e gloriosa do Flamengo.

E depois da grande peneira o menino recebe o que mudaria a sua vida e a de milhões de pessoas até hoje: O MANTO SAGRADO

Assim como nas histórias em quadrinhos, nos filmes, quando um simples mortal encontra o amuleto certo, Arthurzico vestiu o MANTO e se transformou em ZICO, o Super-Herói Rubro-Negro no Deus maior da nossa mitologia.

O Maracanã tornou-se sua casa, e depois ficou pequeno para seu filho mais ilustre, para o seu maior campeão, para o maior artilheiro de sua história com memoraveis 333 gols. A Nação Rubro-Negra multiplicou-se e se acostumou a passar tardes de domingo em festa

No fim dos anos 70, ele conquistou o Rio, e no ínicio dos anos 80 o Brasil, a América e o Mundo.
Com seus feitos no Flamengo e depois de dar tantas alegrias para a Nação Rubro-Negra e ser o principal culpado por hj sermos uma nação de 40 milhões de apaixonados, nosso herói foi convocado para defender a Seleção canarinho

Ele comandou aquela que é considerada a melhor Seleção de todos os tempos, onde uma constelação de craques desfilava pelo gramado, praticando o verdadeiro futebol brasileiro.
ZICO era o líder, o Deus maior de uma seleção que contava com Falcão, Sócrates, Júnior, Leandro, Eder e outros grandes craques do nosso futebol. Há quem diga que está seleção era melhor até que a grande seleção de 1970.

Mas, infelizmente, quando defendia a seleção canarinho, ele não podia contar com seu amuleto protetor e, desta forma, nosso herói não conquistou uma Copa, mas para mim não faz diferença nenhuma e é até melhor pois o legado do Rei Arthur é só nosso, só da Magnética, só da Nação Rubro-negra. Como já li em algum lugar antes: "ZICO não ganhou a Copa? Azar da copa, azar do futebol, foi um erro dos deuses do futebol que com isso o fizeram o Deus maior de uma nação de enlouquecidos."

Nosso herói conquistou tudo o que era possível para o nosso time.
ZICO era a referência, o comandante, o amigo, o artilheiro, o líder, a estrela da companhia. Sempre foi respeitado por todos os seua companheiros e adversários. Foi e é exemplo dentro e fora de campo.
No Flamengo, ZICO liderou a conquista dos quatro títulos nacionais, em 1980, 1982, 1983, 1987, da Libertadores da América e do Mundial Interclubes, em 1981, dentre diversos outros títulos, como por exemplo o Mundialito de clubes e seleções - Copa Kirim de 1988 e as duas vitórias exemplares em cima da Seleção Brasileira, no período chamado de "Era ZICO".

Além de ser conhecido mundialmente por seu apelido, ZICO, ele também é conhecido por outros apelidos como: Galinho de Quintino, Deus do futebol e Rei Arthur(na Turquia).

Vestindo o MANTO SAGRADO, participou de 732 jogos e fez 568 gols em toda sua odisseia Rubro-Negra. E em toda a sua carreira ele foi especialista em gols de falta, mas, seu repertório, tem tem gols de todas as maneiras. Gol com a perna esquerda, com a direita, de dentro da área, de fora, olímpico, de cabeça, de primeira, de bicicleta, de calcanhar, driblando toda a defesa e até o inigualável gol do escorpião.
 

Mas, como todo herói, Zico já teve uqe enfrentar o Flamengo, mesmo que a histórias dos dois se confundam, ZICO enfrentou o Flamengo em 3 ocasiões:

O Flamengo ainda sangrava a perda de Zico para a Udinese, e fez as malas para ir à Itália. Era o dia 20 de junho de 1983 e, na véspera, o time havia realizado sua primeira partida desde a venda de seu maior ídolo. Sem alma, o Flamengo perdeu um amistoso para o Uberlândia. Mas não havia tempo para lamentos e um dia após a derrota a delegação já estava no Galeão, para seguir rumo ao Mundialito de Milão. Antes, no entanto, uma amarga pausa em Udine. Zico estrearia pela Udinese justamente contra o Flamengo. Na fila do embarque, perguntado se estava pronto para enfrentar Zico, Mozer nem levantou a cabeça para responder: “Nunca vou estar pronto para isso.”

Zico também não estava pronto para enfrentar o Flamengo. Era para ele a festa no estádio de Friuli no dia 22 de junho, mas Zico não estava para festas. O jogo marcava também a despedida de Surjak do time italiano, e Zico entraria em seu lugar aos 40 minutos do primeiro tempo para jogar somente até o final daquela etapa. Cinco minutos que pareceriam séculos.

Do banco, com a camisa do adversário do Flamengo, Zico viu o time que defendeu desde a adolescência desnorteado. Dificilmente escaparia de uma goleada e ele não só não poderia ajudar, como estava do outro lado. A Udinese vencia por 2×1 quando Zico foi chamado para o aquecimento, sob aplausos. Aos 40 minutos, entrou no lugar de Surjak. Zico estava contra o Flamengo.

Estava? O primeiro lance de Zico com a camisa da Udinese foi um lançamento logo, de trinta metros. A bola parou no peito de Júnior. Nada poderia ser mais emblemático. Pouco depois, Zico tentou e errou uma tabela. Seu corpo estava na noite do Friuli, sua alma estava no Maracanã. E acabou o primeiro tempo.

Disse Zico: “O pior foi a espera pelos cinco minutos, sentado no banco de reservas do meu novo clube, aguardando a hora de fazer uma coisa que jamais imaginei: jogar contra a camisa que foi minha metade da vida. Uma sensação muito desagradável, porque eu via que o Flamengo não estava bem.” O jogo seguiu sem Zico e a Udinese, perdendo muitos gols, venceu por 4×2. Mais tarde, todos os rubro-negros puderam ouvir, pela Rádio Tupi, o relato de Mozer
 sobre o que sentiu quando Zico entrou em campo: “Foi como se um dia de sol, de repente, virasse noite”.

Pelo menos para um rubro-negro, a estranha sensação de ver Zico contra o Flamengo havia acontecido dois anos antes. Zé Carlos era o goleiro dos juniores do Flamengo em 1981, e o time de garotos foi chamado para enfrentar a seleção brasileira principal, no dia 5 de maio. Era apenas um coletivo no Maracanã, parte da preparação do Brasil de Telê Santana visando a excursão européia. Nada disso importava a Zé Carlos, que só tinha um pensamento: “Zico vai jogar contra o Flamengo e eu sou o goleiro”.

O Maracanã estava fechado para o público, mas Zé Carlos sentia aquelas arquibancadas lotadas. A seleção, de camisas de treino, cercava os juniores do Flamengo, com suas camisas de jogo. “Eu não posso deixar Zico fazer um gol contra o Flamengo”, repetia mentalmente o jovem goleiro. César marcou 1×0 para a seleção e o treino se aproximava do final, com Zico jogando longe da área.

Então aconteceu um pênalti. Para todos, só mais um lance do coletivo, que seria esquecido na história. Para Zé Carlos era um pênalti que Zico cobraria contra o Flamengo, com ele no gol. Zico contra o Flamengo era a inversão da ordem natural das coisas, mas lá estava ele ajeitando a bola na marca fatal.

Zé Carlos via quase todos os dias Zico cobrando pênaltis na Gávea. Canto direito, canto esquerdo, não havia como prever. O único padrão era a bola entrando rente ao poste. Não bastava acertar o lado, era preciso saltar como nunca.

Com o sol na cara, Zé viu seu ídolo correr para a bola e pensou “vou para o canto esquerdo”. Quando Zico firmou o pé de apoio, Zé Carlos voou com as mãos espalmadas. Em câmera lenta, viu a bola crescer em sua direção, mas não parecia possível alcançá-la. Esticou os braços até o limite da musculatura e, de olhos fechados, sentiu que algo havia tocado a ponta de seus dedos. Quando caiu no chão, abriu os olhos. A rede não estava balançando e a bola quicava além da linha de fundo.

Zico se aproximou do jovem Zé Carlos, passou a mão em sua cabeça e disse: “Boa, garoto”. Mais tarde, no ônibus a caminho de casa, o goleiro não parava de pensar que havia evitado o incestuoso gol de Zico contra o Flamengo, e chorava um choro tão silencioso quanto o Maracanã vazio naquela tarde de terça-feira. Quando fechava os olhos, ainda podia ouvir a voz de Zico: “Boa, garoto”.

Há uma terceira história de Zico contra o Flamengo. Ela aconteceu no dia 21 de junho de 1994 e o Flamengo venceu o Kashima Antlers por 2×1. Mas essa é uma história que não vai ser contada, porque o dia em que Zico abandonou os gramados não deveria jamais ter existido.

Mas, esses relatos foram só por curiosidade...
Realmente quando ZICO vestia o seu amuleto transformava-se, ganhava super-poderes. Antes e depois dele, vários heróis passaram pelo Flamengo, mas Super e Deus, somente ZICO. Ele personificou a verdadeira Magia, mística e poderes Rubro-Negros.

Em pensar que tudo isso começou há exatos 45 anos, no dia 28/09/1967; o primeiro dia do resto da história eterna e gloriosa do imortal Flamengo.

EI EI EI
O ZICO É O NOSSO REI!

Flamengo é Flamengo

Cinematográfica noite de futebol no Rio de Janeiro. A expectativa, o ódio, a vingança e o amor juntos num rejeitado estádio sempre vazio, hoje lotado.

Coitado daquele que não entender o que aconteceu esta noite no Engenhão.

Não eram 3 pontos. E se disser que sim, mentira! Nenhuma possibilidade de rebaixamento incomodou mais o rubro-negro do que a traição, a ridicularização pública de ter um de seus idolatrados virando as costas para a tal “nação”.
...

Ronaldinho, o protagonista mais coadjuvante de todos os tempos, ousou fazer. Chegou jurando amor, brincou, parou, prometeu e saiu na madrugada, escondido, como fez no Grêmio 15 anos atrás.

Omisso, mandou o irmão avisar. De poucas palavras, quase mudo, só conseguiu registrar uma frase em mais de 1 ano de clube. Com voz embargada, tímido, sem o seu “tradutor” Assis, enfrentou o microfone e conseguiu dizer: “Flamengo é Flamengo”.

Profeta!

Passam os meses, a óbvia situação de uma separação nada amistosa acontece e o poderoso R10 segue rindo, cheio de dentes, agora líder pelo Galo. Como verdadeiros maridos traidos os rubro-negros assistem a tudo com sangue nos olhos esperando o dia da vingança.

Eles não queriam “matar” o Ronaldinho. Na verdade queriam, até hoje, que ele tivesse ficado e jogado o que sabe. Hoje, naquele estádio que não tinha motivos aparentes para mais de 10 mil pessoas, lá estava a tal “nação rubro-negra”, não por ele, nem pelo rebaixamento. Mas pelo Flamengo.

Pelo orgulho ferido, pela relação de amor e ódio, pela necessidade quase inexplicável de se fazer entender quando tentam explicar o tal Flamengo.

O clube não paga salários, mas pro torcedor do Flamengo é quase um favor prestado pelo clube permitir que alguém vista aquela camisa.

E quando alguém a recusa, sentem-se traídos.

Não menospreze o barraco de um favelado e nem um castelo de um Rei. Caindo aos pedaços ou cheio de ouro, é dele.

Perante a tal nação rubro-negra, que não tem nenhum motivo para estar ao lado deste time atual, Ronaldinho se fez entender.

Eles não foram pelo Léo Moura, pelo Ibson, Love ou Felipe. Nem mesmo pelo Ronaldinho. Foram pelo Flamengo, e pouco importa quem vestia a camisa neste dia especial.

Era dia de consagrar Ronaldinho e sua linda frase de efeito de quando chegou ao Rio.

Após 90 minutos, uma grande vitória, um golaço do mais rubro-negro dos jogadores e a medíocre atuação do “craque”, se fez justiça.

Ronaldinho tinha razão.

Flamengo é Flamengo.
 
 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Flamengo 2x1 Atlético-GO

Depois de tomar um sub-lingual e de estar devidamente anestesiado da euforia que domina todos os Flamenguistas após mais uma vitória do Mais Querido. Tentarei fazer uma avaliação realista e com os pés no chão sobre o que vi ontem no jogo e sobre o quanto teremos que ralar para alcançarmos o nosso primeiro objetivo, que se trata dos santos 45 pontos.

É bem verdade que o nosso camisa 88, sim camisa 88, o Cléber Santana apareceu em todos os momentos do jogo, buscava as jogadas, errou poucos passes e ajudou na marcação. Sem contar o seu gol é claro, que ele veio carregando a bola e limpando os adversários da jogada, cedeu a Love e se colocou em ótima posição para receber o presente, e colocar a gorduchinha para balançar o filó do dragão. Tudo isso, mostra que ele pode ajudar na criação de jogadas efetivas de gol a nosso favor, porém devemos observar que o jogo foi contra o lanterna do campeonato, que mesmo tendo vencido o FlorminenC não passa de uma equipe muito frágil e que os poucos passes que o Cléber errou foram justamente aqueles que a marcação estava mordendo em cima.

Vale ressaltar também que no primeiro tempo a fragilidade de nossa defesa ficou clara mais uma vez, é bem verdade que isso ficou deflagrado pela péssima atuação do Cáceres, e isso preocupa muito, pois em outras exibições do Rubro-Negro era ele que dava um pouco, e vale repetir, só um pouco de segurança ao nosso sistema defensivo. Depois a defesa até se mostrou um pouco mais segura e parece que finalmente o Felipe começa a querer deixar de ser um líbero de vôlei e passa a se tornar um goleiro, conseguiu entender que segurar a bola é muito melhor do que fazer acrobacias e rebater todas as bolas para tudo qualquer canto.

É impressionante como a má fase do Flamengo é colossal, pois depois de saber que o Padre Benedito faleceu, é ele mesmo aquele padre da igreja de São Judas Tadeu(nosso padroeiro) que benzia o elenco toda vez que a fase era ruim. Escuto o Dorival falar que perdeu o Ibson no seu melhor momento dentro da equipe, e que também tinha perdido o Urubu-rei também quando ele se encontrava no seu melhor momento. Chego a conclusão de que ou mal ou bem, o Ibson vinha numa leve melhora; se movimentou bem contra o Grêmio e procurou ajudar o Léo, e contra o Dragão ele estava desafogando o time saindo com a bola carregada  sempre acionando o Cléber Santana. Só resta a nos torcedores do Fuderosão torcer para que o Renato volte o mais rápido possível e que não tenha sido nada de sério com o nosso camisa 7.

No ataque, encontramos a mesma briga de sempre por parte do  nosso artilheiro do amor e ele tinha tudo para ser o melhor em campo do nosso time, pois deu um presente ao Cléber Santana, buscou o gol a todo instante, finalizou várias vezes e em uma de suas brigas no ataque roubou a bola de um defensor adversário e deu um passe milimétrico para o Levezinho, que estava posicionado onde um cara que tem cheiro de gol deve estar, e assim finalmente desencantou com a Camisa do Flamengo nessa sua segunda passagem.

Mas, o Love também perdeu um penal e entrou para o Inacreditável Futebol Clube por perder um gol sem goleiro, dentro da pequena área, sem goleiro e em baixo das traves, mas ele tem crédito.

O PULSO AINDA PULSA
E O POUCO JÁ VIROU MUITO

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Quanto vale uma torcida organizada? Why elas estão assistindo a tudo pacificamente!?

É impressionante como desde 2010 nenhuma torcida organizada fez nenhum protesto contra a diretoria, não invadiu nenhum treino, não ameaçou a diretoria e nem nada, todas as torcidas organizadas assistem a tudo pacificamente. Por isso, vou postar uma crônica pra que todos que ainda não enxergaram que as TO's estão compradas possam entender o que está acontecendo superficialmente no Mais Querido.

Quero comprar o silêncio de uma torcida organizada. Quero fazer com que seus integrantes conduzidos por lideranças às quais tenho contato pessoal e financeiro sejam forçados a não se manifestarem pela força do poder de coerção que pagarei bem para se manter.

Comprarei a Torcida Organizada para ser integrante de minha milícia nas arquibancadas, no clube e nas ruas. Distribuirei camisas, ingressos, passagens, deixarei que vendam camisas associadas à minha marca e não me paguem uma única moeda. Frequentarão o clube para que assustem os associados que ousarem se manifestar contra minha Administração.

E caso minha administração for ficando sem apoio interno do clube devido aos rombos e desvios financeiros que, por serem sucessivos, não conseguirei disfarçar nem contando com a ajuda de meus cãezinhos no Conselhos, não terá problema. Chamarei a galera gente boa da torcida organizada para me apoiar  dentro dos Poderes do clube.

O interessante de uma Torcida Organizada Comprada é o comportamento de seus milhares de integrantes. Se sentem como se participando de um exército, coitados. E por isto acham natural obedecer às ordens e comandos de meus parceiros diretos de negociação. Garanto que muitos deles fugiram, ironicamente, do serviço militar e agora se voluntariam para serem tratados aos berros como ovelhas.

Depois de meu mandato esta galera da Torcida Organizada que comprarei permanecerá dentro do clube, o que será bom. Sempre terei meus batepaus lá dentro que ajudará meus aliados de agora na busca do poder do clube. Conselheiros de torcida Organizada que não sabem nem fazer conta farão parte de Conselhos Fiscais e Administrativos, que engraçado.

E os antigos associados que deixarão isto acontecer? Cara, seguinte, ser humano é invariavelmente vencido pela vaidade. Provocarei a vaidade deles confrontando um  com outro e chamando cada um de "meu bem" que merecia coisa melhor. Para se vingarem entre si direi que os caras da torcida serão seus parceiros e bancarei meu domínio com isto. Não interessa quanto experiência a pessoa diz possuir. Sempre cairá nesta. E mais tarde por vaidade não admitirão o erro. É ganha-ganha para mim.

E o melhor, sabe o que é? É que ninguém ligará para isto. Não me acionarão na justiça, não reclamarão dentro e fora do clube, a imprensa não publicará nada em relação ao estranhamento das arquibancadas caladas. Porque a imprensa, amigo, você sabe...será uma história parecida...risos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Enfim 45 minutos de Flamengo

O Engenhão não diz nada ao rubro-negro. É fácil perceber que ali nunca foi sua casa e nem será, seja pelo tempo que for.
Longe dali, deixam seu atual Flamengo ainda mais mediocre. Sem seus fiéis, Flamengo é apenas Flamengo. Com eles, no Maracanã, surge o tal poderoso Flamengo.
Se não tem o Maraca, que seja no Engenhão. Mas que seja onde for, sozinho, nunca foi nada. E nem será.
Flamengo não é um time de massa. É uma massa que só funciona quando misturada. Sozinha a torcida não existe, e sem ela, o clube é só um zoneado campeão carioca.
Tem time que precisa de líder, camisa 10, zagueirão, goleirão, diretoria, grama perfeita… e tem o Flamengo, que precisa apenas se sentir Flamengo.
Quando volta pro segundo tempo, após 45 minutos medonhos, sua torcida vaia. Em menos de 20 segundos, num surto bipolar raro, nota o erro e se levanta. Sozinha, sem uma “causa” evidente, muda de idéia.
As vaias viram incentivo, as músicas não citam torcidas, só “Flamengo”. Do camarote ao que ganhou o mais barato dos ingressos, todos passam a jogar. Ali sim, temos o tal Flamengo.
Arrebentado, sem um grande time, sem nenhuma tática, aquele mesmo time do primeiro tempo enche o peito e se sente, de fato, Flamengo.
O Grêmio, que não é cego, nota. Recua, enxerga que não está mais diante daquele nanico vestido de rubro-negro do primeiro tempo. Ali, agora, está o Flamengo.
E quanto mais Flamengo, mais eles pulam, gritam e empurram. Quanto mais empurram, mais Flamengo fica.
Empata, só não vira por detalhes. E viraria pra cima de um time, hoje, muito mais forte que o dele.  Mas em casa, acompanhado da trilha sonora que lhe faz poderoso, não existe nada mais forte que o tal Flamengo.
Quando eles correm, eles empurram. Quando empurram, acreditam. E quando alguém acredita no Flamengo, ele acha razão pra ser o que é.
Por 45 minutos que sequer deram uma vitória, o flamenguista viu de volta o seu Flamengo.
Aquele. Lembra?
Bastou.  Aplausos, porque aqui passou o tal Flamengo.
abs,
RicaPerrone

http://www.ricaperrone.com.br/2012/09/em-casa/

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Feliz Aniversário Petkovic!


Há exatos 40 anos nascia em Majdanpek o sérvio Dejan Petkovic, um ex-jogador de futebol especialista em cobranças de falta, pênaltis, escanteios, lançamentos, passes e chutes precisos, além de uma ótima leitura e visão de jogo. Bom, sinceramente eu acho isso muito pouco para definir o Pet, isso é a definição que qualquer um poderia atribuir ao gringo, porém para o torcedor do Flamengo com toda a certeza isso é muito pouco...

Um dos raros jogadores europeus que fizeram o caminho contrário ao de muitos brasileiros e argentinos, Pet chega ao Brasil para defender o Vitória-Ba totalmente enganado achando que jogaria junto com o Bebeto, que jogaria no atual campeão brasileiro e clube de maior torcida do Brasil, apesar de toda essa calhordice eu agradeço muito ao Vitória por ter trazido esse gringo para o futebol brasileiro, pois só assim depois de algum tempo ele desembarcaria na Gávea.

Com toda a certeza suas exibições pelo Rubro-Negro baiano fizeram o Maior clube do Brasil enxergar nele um craque, um meia inteligente, e assim começou o interesse e as sondagens e assim em 2000 desembarca, pra você ver como o futebol é uma caixinha de surpresas, um gringo de fala arrastada e europeu para ser o responsável pela criação das jogadas do Clube mais populoso do Brasil e de quebra ele ainda herdou a camisa 10 mais vzia do futebol mundial desde o dia 06/02/1990.

A mídia interessada em vender jornal tratou logo de compará-lo ao Galo, e ele que não sabia o que o ZICO representava para o Flamengo aceitou a comparação de bom grado e gerou um certo mau estar à época. Mas pelo menos o gringo já chegou mostrando que era pé quente, pois logo na primeira competição que disputou com o manto, já foi campeão (Carioca 2000), sendo que não foi titular da campanha, mas marcou seu nome na conquista principalmente pelo gol olímpico que fez contra o Vasco, ainda em 2000 pelo Brasileiro na goleada de 4 a 0 em cima do Vasco ele meteu 2 (um golaço de falta no Hélton, que diga-se de passagem deve ser puto com o gringo até hoje) e duas assistências uma para o Capetinha e outra para o Imperador.

Porém, o primeiro dia do resto da minha vida como torcedor Rubro-Negro e o primeiro dia do resto da eternidade para o Pet aconteceu em 27/05/2001 no Maracanã na decisão do Campeonato Carioca, O Flamengo havia ganho as duas edições anteriores em cima do arqui-rival Vasco da Gama, E nesse ano o Flamengo vivia em crise, os dois melhores jogadores do time(Edílson e Pet) se odiavam e o Flamengo ainda tinha perdido o primeiro jogo da final, logo o Mais Querido teria que ganhar por dois gols de diferença e veja o que aconteceu:
Bom, dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, mas nesse caso, vale registrar que foi um golaço, foi histórico... Valendo aquela velha máxima: "Foi suado, foi sofrido... Foi Flamengo."

E a partir desse moemnto ele já tinha garantido o seu nome na história eterna do Flamengo, mas ele ainda não estava satisfeito, não bastava ter feito esse gol que ficará vivo eternamente na memória e na retina de todos os Rubro-Negros, 45 dias depois na decisão da Copa dos Campeões, que era uma competição nacional, ele tratou de castigar desta vez o Rogério Ceni, com um gol de falta quase idêntico:
 
Bom infelizmente, ele saiu do Fuderosão em 2002, com 2 Cariocas e 1 nacional nas costas, e rodou por outras plagas até voltar em 2009 através de um acordo judicial, por causa da dívida que o Flamengo ainda tem com ele.

Mas, o Gringo não estava satisfeito e queria algo mais, queria se tornar um pouco diferenciado, e contra o Goiás no Serra dourada ele ganhou sua chance, entrou em campo fez um golaço, mas não conseguiu evitar a derrota, mas daí em diante ele se tornou titular e foi o Maestro do Hexa tirando o Flamengo da fila depois de 17 anos. Se tornando junto com o Léo Moura os únicos jogadores da História do Flamengo sem ser os da geração de ouro e os que jogaram com os remanescentes da mesma que possuem 2 títulos nacionais pelo Flamengo.

Enfim, Pet ParabénsVocê merece!!!
 Que falta ele faz à gávea:

Petkovic
Camisas: 10, 43 e 150
Jogos:198
Gols:57
Títulos: Campeonato Brasileiro 2009
Copa dos Campeões 2001
Carioca 00 e 01

OBRIGADO POR TUDO PET
RECORDAR É VIVER, O PET ACABOU COM VOCÊ!

domingo, 2 de setembro de 2012

400 vezes Léo Moura...

  
No meio das cinzas, lá no tenebroso ano de 2005, quando o Flamengo apresentou ao mundo o pior time de sua história mais que centenária, surge um lateral-andarilho que nunca havia se firmado em lugar algum e já tinha passado pelos três maiores rivais do Mais Querido, como o mais novo reforço para o time que flertava cada vez com mais seriedade com a Zona da degola.

Os dias e jogos foram passando e mesmo com toda aquela turbulência que o Flamengo estava passando naquele momento, ele foi demonstrando gradativa e homeopáticamente que seria importante para o Flamengo, com boas atuações dele, do urubu-rei, gol salvador do Obina e com o trabalho do Papai Joel e do Andrade, o Flamengo continuou sendo INCAÍVEL.

Em 2006, depois de um jejum de 2 anos sem títulos e um de 5 anos sem títulos nacionais o Flamengo conquista a segunda Copa do Brasil da sua história, e ele foi um dos pilares dessa conquista, sendo titular absoluto e em minha opinião o melhor jogador do time na campanha. O sinal de que as coisas realmente estavam mudando foi quando os clubes vinham jogar com o Flamengo no Maraca e ao invés de marcar o cara que ostentava a tão famosa CAMISA 10 DA GÁVEA, os caras vinham marcar o número 2 do Fuderosão.

O tempo continuou passando e o lateral que sempre foi considerado um andarilho, começava a criar a sua própria identidade e a demonstrar realmente que tinha pele Rubro-Negra, em 2007, mais uma conquista dessa vez o Carioca, em cima do Botafogo e de forma muito soada, sofrida... Afinal, se foi suado, foi sofrido, foi FLAMENGO, era o vigésimo nono da história do clube. Infelizmente, veio logo após ao título uma eliminação precoce na Libertadores, mas novamente no Brasileiro o nosso guerreiro da camisa 2 mostrou o seu valor com gols, dribles, assistências e foi pela primeira vez o melhor lateral-direito da competição nacional.

Em 2008, já identificado com a casa e novamente na Libertadores com um time que ganhou o Carioca de forma avassaladora e causando muito choro nos adversários de Gal. Severiano, parecia que o Flamengo ia dar show no resto do ano e que aquele time poderia dar mais alegrias ao seu torcedro, porém ainda estava cedo, e o time que liderou o Brasileiro de forma folgada durante o primeiro turno acabou em uma frustrante quinta colocação, mas o lateral é eleito pela segunda vez o melhor lateral do Brasileirão.

2009, ah que ano esse pro nosso Lateral, e pro nosso Flamengo... Tudo começa no campeonato carioca onde o Flamengo conquista o Rio pela trigésima primeira vez, se torna o maior campeão do Rio e totalmente hegemônico dentro de seus limites municipais, Faz o Buááátachoro o mais novo Tri-vice e de quebra conquista o Penta-Tri, no dia 03/05/2009, EXATOS 97 anos depois da primeira partida profissional do clube(03/05/1912)... Mas continuando em 2009, lembra aquela história de hegemonia que falei a pouco sobre o Rio, então o Flamengo começa o Campeonato brasileiro como Pentacampeão e atrás do São Paulo que havia se tornado hexa em 2008, então após 22 anos o Flamengo inicia o Brasileiro atrás da Hegemonia que a tempos era Rubro-Negra, e dito e feito no dia 06/12/2009 o Flamengo se torna Hexacampeão Brasiliero e ele mais uma vez foi um dos melhores do time extremamente essencial a conquista e aos poucos vinha se tornando o grande líder dessa sequencia de conquistas.

Em 2010, se torna o capitão do clube mais querido do Brasil, não leva muita sorte nesse ano, mas conviveu com o Império do Amor num ano em que o Flamengo foi amplamente superior nos clássicos regionais

Em 2011, escreve seu nome na conquista do Carioca de forma direta e invicta, e esta foi apenas a quinta vez que o Flamengo ganha o campeonato dessa maneira

Bem em 2012, mais precisamente hoje ele escreve o seu nome na história do Flamengo por honrar, ostentar e vestir o manto por 400 vezes.

Escolho esse gol do Léo Moura, como o mais importante para mim do Léo Moura, pois foi o último gol que pude comemorar com meu pai:
 


Parabéns Léo Moura, Obrigado por tudo, por todos os títulos(1 Brasileiro, 1 Copa do Brasil, 4 Cariocas) e que vc ainda possa dar muito mais a essa Nação Rubro-Negra.
AH AHA LEONARDO É RAÇA-FLA!!! 

Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!

Flamengo é isso, é ter responsabilidade e estar em uma constante prova do que é capaz, por que há 117 anos nosso clube não tem meio-ter...