sábado, 28 de abril de 2012

1981, o ano que começou em 1972. Entrevista com Antonio Carlos Meninéa


Vai parecer que estou sacaneando, botando o dedo na ferida só pra provocar, mas não é verdade. Fazer o que se só rolou agora de fazer a última entrevista com autores dos livros sobre os 30 anos de nossas conquistas do ano de 1981? Prometo que a sincronização cruel pós-eliminação ficou por conta do acaso. Ademais, a culpa é de quem idiotizou nosso primeiro semestre de 2012.

O papo de hoje é com Antonio Carlos Meninéa, autor de 1981, o ano mais feliz de nossas vidas rubro-negras (Virtual Books). Livro que é um misto de fatos e memórias e traz à superfície sensações e impressões de quem viveu de perto os bons e os maus momentos daquela geração que nos inspira até hoje. Consegue, assim, deixar escapar um ou outro acontecimento que ficariam à margem, escondidos na memória. Ao mesmo tempo, Meninéa, membro do Conselho Consultivo do Museu do Flamengo e integrante do Grupo de Literatura e Memória do Futebol em São Paulo, compilou um sem número de informações e dados objetivos: os artilheiros, os que jogaram todas as partidas, os que foram substituídos, as fichas técnicas das partidas, problemas envolvendo jogadores (você sabia que houve um leve risco do Raul não renovar o contrato em plena disputa da Libertadores?), fatos pitorescos (como assim o Zico deixava o Baroninho bater faltas?), os títulos menos importantes mas que também foram conquistados naquele ano (Torneio Punta del Este!), entre muitos outros tópicos.

Infelizmente, o livro está esgotado. Quer dizer, infelizmente para o público, porque para o Meninéia, que bancou toda a impressão na raça e do próprio bolso, deve ter sido uma imensa alegria. O livro 1981, o ano mais feliz de nossa vida rubro-negra, é pra mim uma obra de generosidade acima de tudo. A forma pela qual um rubro-negro apaixonado decidiu retribuir todas as alegrias que o Flamengo lhe proporcionou desde 1972, quando começou a acompanhar o time (coincidentemente no início das aparições de Zico no time principal). Foi o caminho que ele encontrou para dividir aquelas histórias entre seus pares, demais integrantes da Nação Rubro Negra. Inclusive as passagens menos alegres, mas que são fundamentais para nosso crescimento.

É por essas e outras que digo que não há “férias forçadas”. Com jogo ou sem jogo o Flamengo está aí, vivo demais, porque o Flamengo somos nós. Decidi conversar com ele dando ênfase em alguns dos aspectos negativos de 1981, pois não há história recheada só de virtudes. Nossos melhores momentos foram construídos por homens, que erram e acertam. Digo isso porque ao percebermos que as glórias foram construídas e não fruto de obra divina, é possível ter clareza de que chegaremos lá novamente. Embora não pareça, não há motivo para nos desesperarmos com nosso momento atual. O Flamengo se reinventa todo dia. Ok, confira a entrevista e torça para que saia uma nova edição!



Estamos num momento muito conturbado nas relações entre time e torcida, mas essa também foi uma realidade em 81. Torcida vaiando em jogo de Libertadores, a história da camisa rasgada do Tita, o time se “exilando” em Minas Gerais. Como foi essa passagem?

Foi realmente um momento turbulento. A paixão é o combustível do torcedor que quer ver o time ganhando e jogando bem. Após a eliminação no Brasileiro o clima esquentou. Na minha opinião houve uma injustiça contra o Tita. Após ele externar que preferia e se sentia melhor jogando na mesma faixa territorial de Zico, o que entendo ser razoável, ele passou a ser de certa forma perseguido, a bola da vez. Livre direito de expressão, jamais falou em tomar o lugar de Zico. O que seria impossível. Realmente tentaram agredi-lo. Absurdo, pois se Tita não era um supercraque como Zico, pelo menos era muito bom de bola, jogando em outras posições e sempre com muita raça e determinação, fosse quem fosse o adversário. Nos ajudou e mutio na conquista de nossos maiores títulos e, portanto, merce todo o meu respeito. Uma injustiça que me parece que nos tempos atuais já foi reparada por nossa torcida.

Tenho a impressão que vivemos numa era mais de “odiar”, “sentir vergonha” do que de ficar triste por derrotas. Não acho que seja uma exclusividade nossa, é um lance geracional. E dá para sentir na sua narrativa como isso já foi diferente. Por exemplo, quando fala da mágoa por conta do 6×0 do Botafogo em 72. Acho até que sua descrição do jogo da vingança (Fla 6×0) é mais apaixonada do que a dos títulos mais importantes. Estou certo?

Sim, você está certo. Em 1972 eu tinha 9 anos. Aquela goleada marcou profundamente, pois ouvimos gracinhas e éramos o brigados a ver faixas e adesivos sempre lembrando este fatídico resultado. Nesta época Flamengo x Botafogo era o grande clássico do Rio de Janeiro e não contra o Vasco. Em nossas peladas fechavamos as ruas sempre com dois times uniformizados de Flamengo e Botafogo, camisas e meiões. Era muita zoação e encarnação, sem violência ou ódio. A vida valia mais do que uma goleada. Diferentemente do que ocorre hoje em dia. Realmente este resultado da vingança me deixa emocionado toda vez que falo sobre o tema. Este tema “ódio” no futebol  do mundo atual deve ser exaustivamente repensado e discutido.

Por que não vencemos o brasileiro em 81?

A preparação do time foi conturbada com a saída de Coutinho. Modesto Bria também não agradou e foi tirado. Dino Sani pegou o maior pepino. Além disso, o cansaço era visível em alguns jogadores, a torcida pegava no pé e também tinhamos problemas de contusões. Só para se ter uma idéia, Zico jogou oito partidas em dezenove. Não dava para ser bicampeão nestas condições. Isto ficou claro no mata-mata com o Botafogo. Nós tinhamos que desfazer a vantagem deles. Zico não jogou a primeira que foi 0×0. Jogou no sacrifício a segunda, mas não deu. Além de tudo o Botafogo estava voando e bem armado. Só restou à torcida queimar jornais e papel, o que ocorria com frequência aos finais de partida. Chegamos ao máximo nesta competição e, para minha alegria, o Botafogo caiu na fase seguinte.

No livro tu chega a dizer que coloca o Coutinho ao lado do Zico como divisor de águas na história do Flamengo. Por quê?

Na minha opinião ele foi o maior técnico da história rubro-negra. Profissional preparado, culto, especialista em educação física no exército, com aprimoramento e orientação do famoso Dr. Kenneth Cooper. Em 1969 implantou o método “aerobics” na preparação física e chegou à seleção em 1970. Era tudo que o Flamengo precisava. Sangue novo, idéias novas, novos métodos e um novo jeito de ser técnico de futebol, sem cair no arcaico e na mesmice. Sabia como ninguém tirar o máximo de cada atleta, sempre com respeito e incentivo. Ele opinou, montou e coordenou a base que seria tricampeã nos anos 78/79 e brasileiro de 1980, até então nosso título máximo. Não por acaso é mais lembrado do que alguns técnicos que também foram campeões. Ele foi nosso divisor de águas entre o arcaico método de comandar uma equipe e o moderno, representou a modernidade ao repensar como ser técnico. Para mim o maior de nossa história.

Como tu acha que seria o meio de campo do Flamengo se o Geraldo não tivesse falecido? Até onde a gente poderia ter chego com ele por muito tempo no time?

Geraldo e Zico jogaram juntos nos juvenis. Já nessa época falavasse muito de dois garotos bons de bola do time juvenil. O Galo explodiu mais rápido, Geraldo teve alguns problemas de ordem pessoal e demorou um pouco mais. Geraldo “assoviador”, como era conhecido, era dono de uma técnica apurada, perfeito domínio de bola, gostava de driblar e tinha passadas largas. Perfeito para fazer dupla com o Galinho, que jogava sozinho na meiuca. Com a fatalidade de seu falecimento, ficamos órfãos neste setor, até a chegada de Carpeggiani. Certamente Andrade e Adílio teriam que disputar um lugar ao sol, pois Geraldo seria titular. Com certeza chegaríamos onde chegamos. Se chegaríamos mais vezes, não posso afirmar.

No papo que fiz com o Eduardo Monsanto falei que 1981 foi um ano que começou em 1976, por ter sido o ano da chegada do Coutinho. Mas lendo o seu livro me bateu a real que 1981 começou mesmo foi em 1974. Como foi o processo da entrada do Zico e do Júnior no time, já rolava uma clareza que dali sairia coisa fera?

Zico chegou como um verdadeiro achado em 1967. Não à toa George Helal convocou um grupo de especialistas  com a finalidade de encorpar o Galinho dando-lhe massa muscular para aguentar os trancos e botinadas que não eram poucas. Isto no ano de 1970. O futebol do Galinho só foi crescendo. Em 1972, Zico foi campeão juvenil e jogou algumas poucas vezes no time principal que também foi campeão carioca. Zico já era muito comentado como a maior promessa de revelação desde Dida. Em 1973, passou a ser profissional e já deveria ser titular. Em 1974, o Galinho assumiu a titularidade e foi campeão carioca, dessa vez jogando muitas partidas. Júnior capacete veio das areias escaldantes de Copacabana. A princípio jogou como volante, passando a ser deslocado gradativamente para a lateral direita. Humberto era o titular desta posição. Capacete tinha um domínio perfeito de bola, folêgo e molejo que as areias moles proporcionam. E ja dava para notar uma certa qualidade técnica. Em 1974, arrebentou na decisão do terceiro turno fazendo um gol no América. Logo em seguida mais um gol contra o mesmo América no triangular decisivo e fomos campeões. A partir daí só deu ele na lateral direita. Mais que clareza, era quase o sol nos dizendo que sairia coisa fera.

Você acha que o Flamengo como instituição leva a Libertadores a sério?

Levar a sério acredito que leva, o que não significa que esteja devidamente preparado e atento para realmente disputar tal competição. Por exemplo: dia de jogo com América do México é noite para se fazer despedida de Joel? Faltou concentração e atenção. Levamos um côco em pleno Maracanã. Em 2010 contra a Universidad do Chile, no Maracanã, tomamos 3 gols e perdemos. A impressão que tive neste jogo é a de que o Flamengo nunca ouviu, tampouco viu jogar o time chileno. Ficamos surpresos com a correria e marcação deles. Então, levar a sério leva, mas não se prepara devidamente, para realmente disputar o título desta competição.



Legal, a dica de som de hoje é vem de 1981, como não poderia deixar de ser e de uma banda que tive o prazer de assistir ao vivo ontem! Agent Orange, de Orange County, California, uma banda punk rock com forte influência de surf music (Dick Dale, Ventures, não estas paradas pop de violão balada tipo Jack Johnson, ok?). O som chama Everything turns grey, do disco Living in Darkness.

sábado, 21 de abril de 2012

Entenda porque é mentira a história do rebaixamento no carioca de 1933

   Sempre que alguém questiona os torcedores cariocas não-flamenguistas em relação aos seus rebaixamentos, aparece a história de um suposto rebaixamento do Flamengo em 1933. Quando isso acontece, costumo explicar a real história sobre o que ocorreu naquele ano, mostrando que essa história é absolutamente mentirosa.
   Em 1933, o futebol brasileiro passava por um processo de profissionalização bastante conturbado. Havia uma verdadeira cisão entre os clubes que queriam o profissionalismo e os que desejavam manter o amadorismo no esporte. No estado do Rio, em especial, América,  Bangu, Fluminense articulavam para adotar oficialmente (já que na prática alguns clubes assim o faziam) o profissionalismo, enquanto o Botafogo era terminantemente contra, contando com apoio do Flamengo e do São Cristóvão. Para adotar o profissionalismo, América, Bonsucesso, Bangu, Fluminense e Vasco fundaram uma nova liga, denominada Liga Carioca de Futebol. Durante o campeonato da A.M.E.A. (entidade que reunia os clubes amadores e que era considerada a liga oficial, já que era vinculada a CBD e à CBF`), Flamengo e São Cristóvão resolveram abandonar a disputa. O Flamengo entrou então no campeonato dos clubes profissionais, que até então só contava com 5 clubes. Neste campeonato de profissionais que, para deixar claro, só tinha 6 clubes (América, Bangu, Bonsucesso, Flamengo, Fluminense e Vasco) o Flamengo ficou em 6º lugar. Neste ano não havia segunda divisão, pois não existia mais nenhum clube profissional no estado do RJ. Logo o Flamengo nunca poderia ser rebaixado. Não houve nenhum tipo de virada de mesa para beneficiar o Flamengo, não havia segunda divisão.
   Este caso é bem diferente do que ocorreu, por exemplo, com o Fluminense em 96 (quando ficou em penúltimo lugar, na zona de rebaixamento, e a CBF cancelou o rebaixamento) e em 99 (quando foi alçado direto da Série C para a primeira divisão com a criação da Copa João Havelange).
   Ao contrário do que dizia Joseph Goebbels, uma mentira não se torna verdade por ser contada mil vezes.
   Como gosto de dizer as coisas com base sobre o que estou falando, coloco abaixo a seção sobre o Carioca de 33 do livro “A história dos Campeonatos Cariocas de Futebol”, de Roberto Mércio.

domingo, 8 de abril de 2012


Foi mais fácil que pescar de bomba. Aquele que já foi chamado Clássico dos Milhões, uma disputa muito parelha entre grandes equipes que eletrizava a cidade e o país não existe mais. O duelo entre as forças dominantes do Rio de Janeiro era sinônimo de emoção e de jogos memoráveis. Mas como diz o Silvio Lach, isso foi no tempo em que a Garota de Ipanema ainda era um avião e que o Tom Jobim ainda não era um aeroporto. Hoje, o Flamengo x Vice é quase um programa familiar. Tradicional, tedioso, previsível.

Nossa baranga, sempre no atraso, se arruma toda, raspa os sovacos e vem pro jogo cheia de marra, se fazendo de difícil. Chega o Flamengo, todo bonito, mas todo fudido e cheio de pobrema, leva a vadia pro canto e perfura. E mais uma vez o látego excruciante da superioridade rubro-negra estala ruidosamente no lombo alquebrado da baranga vascaína.

Felizmente era a porcaria do Vice que tínhamos pela frente. É a mais pura verdade quando dizem que os caras tremem quando veem o Manto. Fosse outro adversário pouquinha coisa mais homem e teríamos tido problemas sérios. Porque o Flamengo continua muito mal e Joel parece que já sentiu a aproximação do cutelo e ligou o foda-se. Essa mania feia de tirar atacante pra botar zagueiro ainda vai lhe custar muitos empregos. Só mesmo a barangada de São Janú pra perder pra gente.

A defesa parece aquele filme Flash Gordon no Planeta Mongo, só que sem o Flash Gordon. Nesse filme só aparecem os mongos batendo cabeça e dando bicudas enlouquecidas pra onde o nariz estiver apontando. O meio, poxa o que se pode falar de um meio de campo que ostenta a nobre presença de Lord Williams? Melhor deixar quieto e falar do nosso ataque Unbelievable Love, a melhor formação ofensiva que temos no estoque.

Já o Ronaldinho, que tem sido merecidamente cornetado com admirável intensidade por muita gente, também merece que se mencione o seu sacrifício de ter que jogar ao lado de certas perebas vestidas de vermelho e preto virtualmente incapazes de devolver uma bola redonda. Ainda assim, e mesmo tendo convertido cruelmente o pênalti aos 47 do 2º, o seu melhor momento em campo foi após o apito final do amigo Wagner dos Santos Rosa.

Para muitos, a sua declaração depois do empalamento da baranga foi o grande momento do jogo todo e animou a muitos desenganados. O malabarista parado na esquina mandou: ‘Espero sair daqui pela porta da frente’. Tremulam as bandeiras, batem os tambores, mas fica no ar a questão: Esperar pra quê?

Já outros na hora de escolher o melhor momento do jogo se dividem entre as providencias borrachadas que o eficiente agente do GEPE em campo desferiu nos marginais vascaínos que tentavam agredir o inocente árbitro e o chilique vergonhoso do Dinamite. Difícil decidir entre esses dois perfeitos exemplos da tradicional baixaria sãojanuaresca.

Sou contrario a qualquer tipo de violência, mas se o PM não desse uns pescotapas nos mulambos da camisa feiona o juiz ia entrar na porrada. Ponto pra Briosa, que dessa vez fechou com o certo. Já o Dinamite, chorando daquele jeito patético comprovou que é botafoguense de raiz. Mas, cá pra nós, quando um deputado estadual chama alguém de ladrão só podemos mesmo rir. Pelo bem do futebol carioca Dinamite devia ter agradecido os dois ovos de páscoa que o Flamengo ofereceu pra ele.

Fim de jogo, baranga furada, 3 pontos no embornal. Mas a crise não saiu da Gávea, só mandou um filhote atravessar o túnel e perturbar a vida dos infelizes da camisa feiona. Que passarão a semana de luto, amaldiçoando a sorte, reclamando da vida e se sentindo uns merdas. Quem somos nós para tirar a razão deles. Carioca não vale nada, mas chacoalhar esses pregos é bom demais.

Boa Páscoa pra vocês

Créditos:http://globoesporte.globo.com/platb/arthurmuhlenberg/2012/04/08/5811/

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O pulso ainda pulsa...

   Após mais uma derrota na competição mais importante do continente, o Flamengo encontra suas possibilidades de classificação em 11,1% o que significa que o Flamengo só avança para a terceira fase da Copa Libertadores se e somente se vencer do Lanus e o jogo entre Emelec e Olimpia terminer empatado, quaisquer que sejam as outras combinações de resultado o Flamengo não passará de fase e terá que se contentar em disputar a Taça rio para poder decidir o Carioca com o FlorminenC e conquistar o Bicampeonato Carioca.
   A defesa do Flamengo continua a bater cabeça e principalmente a tomar gol de cabeça dos adversários, mesmo com a chegada de González(melhor zagueiro das Américas) o nosso sistema defensivo não consegue se encontrar e a cada bola alçada em nossa área parece uma penalidade máxima pro adversário.
   Mesmo com todo esse cenário eu continuo e sempre continuarei a apoiar e acreditar no Mais querido do Brasil, não preciso falar do gol do Petkovic em 2001 da arrancada milagrosa em 2005 no Brasileirão, na arrancada de 2007 que saímos da lanterna e conseguimos vaga na Libertadores e na própria Liberta de 2010 que nos classificamos exatamente na mesma situação que a de agora.
   VAMOS FLAMENGO/ VAMOS SER CAMPEÃO/ VAMOS FLAMENGO/ MINHA MAIOR PAIXÃO/VAMOS FLAMENGO/ E ESSA TAÇA VAMOS CONQUISTAR...
   EU SEMPRE TE AMAREI/ ONDE ESTIVER ESTAREI/ OH MEU MENGO...
   OH MEU MENGÃO/ EU GOSTO DE VOCÊ/ QUERO CANTAR AO MUNDO INTEIRO/ A ALEGRIA DE SER RUBRO-NEGRO...
   NA VITÓRIA OU NA DERROTA/ SOU FLAMENGO ATÉ O FIM/ SOU FLAMENGO SIM/ POR TODA A VIDA/ ZUM ZUM ZUM ZUM ZUM ZUM/ A TORCIDA QUER MAIS UM...
   EU NASCI FLAMENGO/ E SEMPRE VOU TE AMAR/ NÃO IMPORTA SE ELE PERDE OU GANHA/ EU VOU CANTAR...
 
"Há de chegar talvez o dia
em que o Flamengo não precisará de jogadores,
nem de técnicos e nem de nada.
Bastarpa a camisa, aberta no arco.
E diante do furor imponente do adversário,
A camisa Rubro Negra será uma bastilha inexpugnável."

Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!

Flamengo é isso, é ter responsabilidade e estar em uma constante prova do que é capaz, por que há 117 anos nosso clube não tem meio-ter...